Falsos Profetas
Exímios estudantes das artes escondidas.
Aqueles seres que rastejam sobre a pedra, mas abaixo do resto; pomposos.
Farsas.
Pois em arbítrio solenemente juram, e entre pactos e ritos, palavras de compromisso são proferidas.
Das mais nobres.
Reduzidas e engendradas para sofredores.
Pretensiosos, manipuladores.
Enfermos.
Profanadores.
Feiticeiras, bruxas.
E seus feitiços.
Conturbação.
Na razão.
O preço que se paga, aposto, não é bonito.
Por que tal ação?
Usar intenção para controlar uma emoção.
Algo tão extraordinário, para usar como maldição...
Para amarração.
Demência.
Poção, rito, interação.
Sacrifício...
Entrega. Devoção.
Pura corrupção.
Ridículo.
Absurdo...
E outros seres das sombras, sem compromisso.
Olhos famintos, verdadeiros descaminhos.
Imprudentes com o que realmente importa e, curiosamente, prudentes com tudo que é conveniente.
Ou são simplesmente.
Dementes.
Todos esses vivem certos infernos particulares.
Realidades tão peculiares, que é impossível decifrar, não tem como ajudar...
Como afogados, vão te puxar.
Como vermes, vão te devorar.
Esses infernos são sedutores em vislumbre.
Às vezes parecem sonhos, dos mais lindos. Miragens.
Pois sem a liga do que é ungido, são meros castelos de areia.
A sombra sem a chama.
Um reflexo sem objeto.
Espaço estagnado.
Ilusão de movimento.
Amarras da percepção.
E o mais triste é que quando caem,
Esses castelos nem sempre libertam seus residentes.
Essas estruturas são diferentes.
Capturam crentes e descrentes,
indiferentes.