Siga o Mestre

Poema
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As palavras que você quer ouvir,

posso escrever.

Orações subordinadas.

Absolutas.

Ou apenas coordenadas.

Vamos entreter.

Vocês podem ser os substantivos e artigos.

Mas o verbo.

Eu controlo.

Primeira Rodada:

Por favor, continue.

Um pedido, ou uma ordem?

E o resultado, difere quando?

Segue.

O jogo pode ser físico, mental, interoperacional.

Um jogo deve ser eloquente, pois nele quer te conter.

E todo jogo começa.

Joga.

Acaba.

Em toda consecutiva rodada, fica a questão:

qual a próxima ação?

Uma reação.

Um processo.

Todo jogo que finda convida outra rodada.

Nesse momento, secundária.

E toda condução, precária, implora por repetição.

E quando as mesmas, são sofisticadas?

O que se repete não é o jogo, sim, a ação.

Então, desatenção, e pretensão.

Os instrumentos a se usar, e melhor sempre entonar.

Já que as palavras, quando concatenadas em uma direção, criam ação.

Terceira Rodada.

O verbo.

Escravizado.

O sujeito e o objeto.

Enclausurados.

Raptados, ambos, por conexão.

Desapercebidos da ação.

Sendo reféns.

Ou por consenso, quem sabe, investigação.

Em constante contenção.

Mesmerizados?

Então repita.

Ultima rodada.

Uma simples sugestão.

Ou dica.

Parar sempre é uma opção.

Ou não.

Você ganhou?

Pois foi a gramática, que limitou o tabuleiro.

Portanto o jogo está ainda, em ação.

E será que é por pura diversão?

Revés.

Ademais, se sacar a intenção, não se zangue.

Ou não. E, se não,

não repita essa produção.