Fotografias

Poema
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Nossos registrados, momentos.

Frações, perspectivas.

Refrações seletivas.

Fotos.

Grafias que expõem histórias.

Minhas histórias.

Registram o proibido, o que é desinibido, autêntico ou produzido.

Cenas, festas, penas, peças.

Expressam em sigilo, ou gritam sentido.

Digitais. Análogas, linguagens pessoais.

Não que eu desgoste.

Porém, há tempos que decorei sua imagem.

Reminiscências que carregam emoções.

As minhas emoções... fluindo em intenções.

E olha que eu nunca quis segurar a luz de ninguém.

Pensar em manter a sua. Nem que fracionada ou capturada.

Apenas gravada, arquivada, catalogada.

Isolada...

O que eu queria mesmo era seu fenômeno ao meu lado.

O eu, contigo.

Aí sim. As fotos fariam sentido...

E controlar ou ocultar as intenções nunca me foi natural.

Por esforço sobrenatural ou imaturidade moral.

Ou talvez... eu seja mesmo irracional.

Mas foi por essa mesma luz pela qual me apaixonei.

Embora muito fosse o querer de te guardar, assim, como registro de um momento.

Não seria justo te aprisionar em simples fragmento.

Essa é minha crença.

Não faz jus ao testamento de estar presente, em sua presença.

Como todos que tocaram meu coração são parte de mim. Indistinguíveis.

Esse é o meu verdadeiro álbum de fotografias.

Meu segredo. Uma tese de muitas autorias.

As páginas, as histórias.

As fotos, as memórias.

Assim elas podem sempre continuar, enquanto eu continuar.

Presentes ou não.

Sempre serão.

Meus Presentes.

E essas mesmas, concatenadas.

Registradas, experiências assimiladas.

Organizadas por intensidade.

Através de razoáveis ou excepcionais probabilidades.

As encontradas, as justificadas e as reconhecidas.

Pessoas.

Essas sim, são os verdadeiros portais das orações e preces.

Pois essa ordem perfeita e infinita é tão perfeita que se expressa em

arbítrio. Livre.

Meu livre arbítrio.